domingo, 16 de setembro de 2007

A "GLOBALELA" DA TURISMOLOGIA NACIONAL

A turismologia brasileira e seu cientifismo intrínseco não cansam de ser avassalados pela estupidez da globalização – que, de acordo com Michael Denning, melhor chamar­-se­-ia 'GLOBALELA': A descaracterização e a fragmentação dos cursos superiores, em nome de maior lucratividade às entidades'P[H]ILANTRÓPICAS', ministradoras e mantenedoras de tais cursos 'superiores', aliada à teatralização pedagógica ministrada em aulas artificiais, formam o quadro ideal almejado pelos "empresários da educação" (vejam bem: não escrevi 'educadores' - tampouco, 'docentes'): o asfixiamento da realidade através de espartilhos pseudocientíficos, criando um ambiente subjetivo de tamanha diversidade e riqueza, ao ponto de transmutar a realidade extra­-classe em mero pretexto acessório - subalterno.
A iconoclastia de autores mais performáticos e pirotecnicistas que científicos ou, mesmo, técnicos – e, em sua grande maioria, estrangeiros – além de corroborar com este quadro, revela a subserviência não só ao capital financeiro como também ao capital intelectual, em detrimento de uma oportunidade única na história do Turismo Nacional, desde a implementação dos primeiros cursos superiores de turismo do país (na década de 1970) até a criação do Ministério do Turismo na primeira década deste terceiro milênio: A ELABORAÇÃO E INSTITUIÇÃO DE PATAMARES BRASILEIROS DO SABER­-FAZER DO TURISMO EM ÂMBITO CONTINENTAL (num primeiro momento) E GLOBAL (daí em diante).
Porém, enquanto predominar, no Ensino Superior de Turismo – seja ele de fomento Público ou Privado – as idéias vigentes de que educação qualitativa faça sinonímia aos privilégios individuais adquiríveis (e não a direitos coletivos conquistáveis) continuaremos a presenciar, passivamente, o patrimônio e a exuberância do conhecimento humano em formação a dissipar­se no horizonte de nossas "Academias do Saber, sendo paulatina e perniciosamente substituídos pelo minimalismo da indústria da cultura, mercantilizada e "de grife".
Não obstante, conformemo-­nos em perceber nos futuros Profissionais de Turismo deste país (recém ingressos nas academias, e que ainda estejam por ingressar) os resultados da negligência pedagógica das referidas instituições no sucateamento intelectual do ainda ostentado "ORGULHO NACIONAL" (Estudante) a transmutar-se – com esta qualidade de ensino – em 'Estorvo Social' (desempregado).

AALEX EIDT - SINDICATURISMO NACIONAL

Um comentário:

Anônimo disse...

Os TURISMÓLOGOS estão excluídos desse blog???