quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ANUNCIADO O INÍCIO DA ERA DE OURO DO TURISMO NACIONAL

Prezados Bacharéis em Turismo Brasileiros:

Vivemos um Momento Histórico Especial atualmente, neste 2 de Outubro de 2009: nesta data especial, o mundo tomou conhecimento de que existimos no âmbito de estrutura desportiva, na qual o Brasil confirma a sua posição de centro no Zeitgeist deste terceiro milênio, conforme já projetava nosso profeta Renato Russo no milênio anterior, na canção 1965 (Duas Tribos), lançada no Álbum AS QUATRO ESTAÇÕES [1989], do 9º ao 12º versos, do 19º ao 21º versos, e do 43º ao 47º (os cinco últimos) versos desta canção:

9)Temos paz! 10) Temos tempo! 11Chegou a hora! 12E agora é aqui!
19Não se esqueça: 20Temos sorte! 21E agora é aqui!
43O Brasil é o país do futuro (3x) 44O Brasil é o país...
45Em toda e qualquer situação 46Eu quero tudo pra cima! 47Pra cima...

A vinda dos XXXI Jogos Olímpicos da Era Moderna para o Rio de Janeiro vem selar não somente o belíssimo cartaz prévio que alcançamos no continente após a realização do PAN ‘2007, culminante nas declarações do Excelentíssimo Senhor Presidente da ODEPA (Organización DEportiva PanAmericana), Mário Vázquez Raña, proferidas durante a Cerimônia de Encerramento daquele evento: “Río de Janeiro ha celebrado los mejores Juegos Panamericanos de la historia. Estos juegos dejan una gran herencia para la juventud de Brasil, los 42 comités olímpicos nos llevamos el cariño de esta ciudad que nos abrió las puertas y sus corazones, a nombre de todos gracias!” Dispensa tradução percebermos o papel que representou esta declaração no status de país-sede olímpica que ora sustentamos com orgulho.

Além disso, outras diretrizes históricas contribuíram para isso, uma vez que o Futuro projeta-se no Presente olhando-se para o Passado. Valendo-se de “caronas temporais”, a história dos eventos esportivos remete-nos ao que aparentemente seriam meras coincidências, mas não o as são para quem é do meio da organização de tais eventos: em 1968, a Cidade do México realizou os XIX Juegos Olímpicos de la Era Moderna, em que tal evento impulsionou os mexicanos a sediarem, também, a IX Copa del Mundo de Fútbol, em 1970, no biênio subseqüente – que bem sabemos no que felizmente terminou, para nós, Brasileiros.

Com os alemães, não foi diferente: para Die XX Olympischen Spiele – München ’1972 e para o X Fussball Weltmeisterchaft - Deutschland’1974, fez-se uso da mesma metodologia que, comprovada sua eficácia, levou 22 anos para replicar-se, voltando ao continente americano do norte, em que a novidade foi a inversão desta lógica, diferenciando-se a já consolidada experiência dos estadunidenses em Olimpíadas, que propiciou a que fosse feito o caminho inverso (dado o Futebol, tal como aprendemos a vê-lo, ser incipiente naquele país): sediou The XV World Cup – USA ’1994 e, na seqüência, The XXVI Olympic Games – Atlanta ’1996, que marcou o Centenário da idealização dos Jogos da Era Moderna por Pierre de Frédy, ou Le Barón de Coubertin.

No Caso do Brasil, novamente após duas décadas, estamos seguindo esta retórica inversa, que não altera o produto final, em que sediaremos a XX Copa do Mundo de Futebol primeiro (finalmente em português, 64 anos depois da IV Copa do Mundo de Futebol – Brasil ’1950), e o ineditismo continental e nacional dos XXXI Jogos Olímpicos em seqüência – FINALMENTE em português, em que espera-se que, durante as transmissões, os caracteres televisivos assim sejam e estejam, dado não olvidarmos ser o momento (como em qualquer outro evento deste porte) de ostentarmos tudo a que temos no âmbito de nossos símbolos nacionais – o idioma “brasileiro” (como informam alguns sistemas operacionais informáticos), nossa língua portuguesa, hoje em franco processo de unificação com o chamado Mundo Lusófono.

Por questões de logística e estruturação, mostrou-se conveniente e facilitador que assim fosse, de forma a facilitar a adaptação das diretrizes de um evento poliesportivo (como as Olimpíadas) para um evento de desporto singular (como a Copa do Mundo).

No entanto, quando analisamos nossa história recente, vemos que o grande problema está em outro trecho da mesma obra musical, nos primeiros quatro versos da mesma: ¹Vou passar / ²Quero ver / ³Volta aqui / 4Vem você. Ao longo do século XX, o Brasil perdeu muitos “bondes históricos” por falta de organização e de orientação adequadas – vide a candidatura frustrada da campanha Brasília ’2000, em que balões de sinalização instalados nos locais em que seriam construídos os equipamentos esportivos eram furtados e, quando chegaram os delegados do COI, nem os tais balões como demarcação – que dirá os empreendimentos que deveriam vir depois – haviam nos locais. Mas, o que passou, passou – será?

Ainda na composição de Renato Russo, do 5º ao 8º versos da mesma: 5Como foi? / 6Nem sentiu / 7Se era falso – 8Ou fevereiro.

Durante quase meio século, a imagem brasileira no exterior sempre fôra vinculada ao Carnaval, ao Verão e, conseqüentemnte, às Mulheres Seminuas (ou quase despidas, sempre pouco vestidas – a começar pelos cartões postias). Pois vamos lá: referindo-me às técnicas de mercância (marketing) adotadas pela EMBRATUR em feiras e eventos internacionais ao longo da história dos últimos 40 anos – desde que a EMBRATUR fora criada, em 1969, sob os auspícios do Regime Militar então vigente. Começa pelo prórprio nome da entidade: para o padrão nacional então vigente, até soa muito bela a sigla para EMpresa BRAsileira de TURismo – tanto que ecoou em diversas Unidades Federativas Brasil afora por conta disso: na PARÁTUR belènense e na AMAZONASTUR manauara, ambas nortistas; na PIEMTUR teresinense, na EMPROTUR potiguar, na PBTUR pessoense, na EMPETUR recifense, na EMSETUR aracajuana e na BAHIATURSA soteròpolitana, todas nordestinas; e, por fim, na EPATUR (dos anos 1970 a meados dos 1980 – Hoje, ESCRITÓRIO PORTO ALEGRE TURISMO) portoalegrense. Só que, quando percebemos que toda a vizinhança internacional do Brasil em âmbito sulamericano é composta de hispanofalantes, já começam os problemas de conotação da Marca: no idioma espanhol, o termo EMBRA- traduz-se por FÊMEA – de animal. Logo, numa vista rápida e desavisada, lê-se EMBRATUR por “FÊMEAS TURISMO” – ou TURISMO (PARA AS) FÊMEAS. E depois, o país não sabe como desvenciliar-se da pecha de TURISMO SEXUAL a ser, ainda, um dos principais atrativos de turistas estrangeiros do gênero masculino por aqui aportando, culminando com o hediondo Guia Turístico RIO FOR PARTIERS (“RIO PARA FESTEIROS”, em tradução livre – mandado retirar de circulação por ordem judicial, expedida pela Secretaria da Justiça do Esatdo do Rio de Janeiro, noticiado aqui nas páginas da Folha), em que o que deveria referir-se aos pontos de confraternização (noturnos e diurnos) prórpios a turistas estrangeiros na Cidade Maravilhosa, acabou por revelar-se como guia prostitutivo velado (de ambos os gêneros), mesmo com (e a despeito das) tantas campanhas de se “coibir” a prostituição ilegal e a pedofilia no país, em que o Ministério do Turismo não tem sequer a acuidade de perceber o que é prostituição a ser coibida (aliciamento, tráfico de mulheres e pedofilia) da institucionalizada e, por que não?, legalizada? Sim! Os chamados profissionais do sexo são reconhecidos – por força e mérito de seus sindicatos – pelo Ministério do Trabalho! Possuem até registro junto ao CBO – Classificação Brasileira de Ocupações, documento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), consultável no sítio eletrônico da instituição, com direito a descrição de metodologias e diretrizes contempladas pela Descrição sumária da atividade (a qual poupamos-nos de descrever – e aos respeitáveis leitores, de as lerem aqui expostas) aqui transcrita: 5198-05 – Profissional do sexo - Garota de programa , Garoto de programa , Meretriz , Messalina , Michê , Mulher da vida , Prostituta , Puta , Quenga , Rapariga , Trabalhador do sexo , Transexual (profissionais do sexo) , Travesti (profissionais do sexo).

Logo, aos olhos do Direito Trabalhista, configuram-se como Categoria Econômica-Laboral. Nada contra as pessoas que adotam essa profissão por opção (ou pela falta de opções), em que reitero aqui a posição de que deve-se coibir o aliciamento, a escravização, a pedofilia e as ilegalidades desta questão – uma vez que amparo profissional existe por parte do MTE. Escrito isto, somos levados a pensarmos: Campanhas de combate à prosituição (legalizada!, frisemos) não estariam configurando-se como ‘Campanhas preconceituosas, difamadoras e persguidoras, dignas de enquadramento judicial pelo prisma de Affonso Arinos? Reflita você, que me lê...

Destarte, por maiores que sejam os cuidados de mercância que o atual Ministério do Turismo possa tomar para que o cenário internacional não confunda o Brasil com o paraíso da prostituição generalizada (de mulheres, bem notado), enquanto a sigla EMBRATUR (que, há algum tempo, já teve seu status modificado para INSTITUITO BRASILEIRO DE PROMOÇÃO TURÍSTICA – LOGO, “INBRAPROTUR”, ou “INPROTUR”, enfim [na Venezuela, chama-se INATUR, simplesmente, sem eufemismos]) permanecer sendo a principal bandeira do Brasil no exterior, pouco eficazes ou inócuas serão as campanhas de coibimento do turismo prostitutivo e pedofílico institucionalizado.

Claro que teremos, sempre, a desculpa-pronta de plantão: “é uma marca consolidada...” Agradeçamos, então, à consolidação do turismo prostitutivo, sem demagogias estatais ou falsos moralismos de quaisquer ordens.

Portanto, abstraímos do trecho entre o 38º e o 41º versos – 38Mataram um menino / 39Tinha arma de verdade / 40Tinha arma nenhuma / 41Tinha arma de brinquedo. – a seguinte percepção mercante: o ‘menino morto’ refere-se ao esboço da imagem do turismo lá fora, mesmo que atualmente em franca demanda e grande procura, incondizebnte com sua oferta, em que acreditam que possuímos “armas de verdade” (no âmbito da propagaganda, bem notado! A “arma do negócio”), quando – de fato – “temos arma nehuma”, apenas festim de folheteria e infra-estrtura pífia (“arma de brinquedo”) que embargam o desenvolvimento pleno, sustentado e continuado da atividade visando às próximas gerações, não às próximas eleições. Mas, como nosso Ferrorama jamais será um modelo de integração nacional; nossa Guanabara, mesmo poluída, continua linda, e a Presidência da República está mais preocupada com os “Modelos Revell” Rafale que pretende adqurir junto à Sarkozy, seguimos com a esperança de que algum dia haja uma Regulamentação de Direito para os Bacharéis em Turismo de nosso país.

Enquanto isto não acontece, a pergunta que não quer calar é: PORQUÊ ESTE PAÍS NÃO TEM, PARA COM OS ACADÊMICOS DE TURISMO – que levam de três a cinco anos para absorver conhecimento acadêmico que os capacite a atuar com excelência não só no chamado MERCADO DE TRABALHO (PRODUTO FINAL: Agências de Viagens, Operadoras Turísticas; LOGÍSTICA: Companhias Aéreas, Empresas de Viação, Companhias Férreas, Companhias de Navegação; INFRA-ESTRUTURA: Estruturas Portuárias, Aeroportuárias, Rodoviárias e Férreas; MEIOS DE HOSPEDAGEM: Hotéis, Flats, Motéis, Pousadas, Albergues; SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO: Restaurantes, Bares e Similares; SERVIÇOS DE ENTRETENIMENTO: Casas Noturnas, Casas de Shows e Boates) mas também (e sobretudo) nas INSTÂNCIAS DE GOVERNANÇA (Ministério, Secretarias Estaduais e Secretarias Municipais de Turismo) e de PROMOÇÃO (EMBRATUR, em âmbito Nacional; Agências de Convenções e Visitações [Convention & Visitors Bureau – C&VB], em âmbito Regional e/ou Municipal; as próprias SETURes, por segmentação interna departamental) – A MESMA (OU MAIOR) PREMISSA QUE TIVERAM PARA AMPARAR PROFISSIONAIS DO SEXO (e os MOTOBOYS, não esqueçamos, para ficarmos em um exemplo mais recente)? SERIAM OS PROFISSIONAIS DO SEXO MAIS IMPORTANTES PARA A ATIVIDADE DO TURISMO QUE AQUELES QUE ABSORVEM CONHECIMENTO ACADÊMICO CAPAZ DE CAPACITAR O PAÍS A INSERIR-SE NA SENDA DO PROGRESSO DE QUE TANTO PRECISAREMOS PARA O QUADRIÊNIO 2013_2016 (a saber: Copa das Confederações ’2013, Mundial ’2014 e Olimpíadas ’2016, respectivamente) QUE AVIZINHAM-SE?

A Copa América ’2015 foi entregue de bandeja para os Chilenos, em acordo firmado ainda por Lula e Ricardo Teixeira com a CONMEBOL no ano de 2009, mas sem que algum evento de igual ou maior porte fosse substitutivo deste (Estamos ousando que 2015 (ou 2019... 2023...) pudesse sediar o Mundial de Futebol Feminino, dado que os Jogos Militares deste ’2011, embora sejam de um certo porte, não causam o mesmo impacto no Turismo que os Jogos Civis, dado que os militares possuem, em todo mundo, estrutura hoteleira não só própria como vasta, através dos HTO’s (Hotéis de Trânsito de Oficiais), presentes nas capitais e regiões de fronteira com Acomodações, Estrutura e Conforto de classe equivalente aos padrões 4 ou 5 Estrelas.

Nosso Ministério do Turismo é uma amostra do quanto já evoluímos: em sua trajetória histórica e política, já foi desmembrado, em momento recente, dos Ministérios do Esporte e Turismo e, antes, do da Indústria, Comércio e Turismo, em que passamos de uma condição terciária (Indústria, Comércio e TURISMO) para uma secundária (Esporte e TURISMO) e calhamos na atual condição autônoma, embora ainda dividamos o prédio da Esplanada dos Ministérios com as MINAS E ENERGIA.
Desde este desmembramento, e embora já em sua terceira gestão político-administrativa, ainda escorrega em temas, pois, quando analisamos a história recente da nossa atividade turística doméstica, vemos que o grande problema está em outro trecho de DUAS TRIBOS – do 13º ao 15º versos da mesma:

13Cortaram meus braços
14Cortaram minhas mãos
15Cortaram minhas pernas...

Para o leitor mais desavisado, a falta dos membros responsáveis pela cinética do movimento humana refere-se à total falta de regulamentação para o setor do Turismo, em claro resquício neo-liberal, de uma retórica de Estado Mínimo que já mostrou-se falida nesta primeira crise econômica do terceiro milênio, como veremos nas interpretações a seguir:

13Cortaram meus braços – Na clara metáfora (braços = asas), a total desregulamentação do espaço aéreo nacional, estimulada pela derrocada da VASP, com ecos na falência da SOLETUR e depreciação da VARIG (então único membro nacional da STAR ALLIANCE, que reunia – e ainda reúne – as maiores companhias aéreas do planeta), iniciado na segunda metade dos anos 1990 – por coincidência (?), Era FhC (segundo Millôr Fernandes) – e concluído com o encampamento da VARIG pela GOOL, implicou em prejuízos indiretos na balança comercial brasileira de exportações: se considerarmos que o fluxo de viagens para fora do país, à época do Real forte (recém criado) seja uma importação turística, isenta das taxações de importação que vigiam nos anos 1970. Hoje, nas barateadas viagens à Europa oferecidas no varejo nacional do turismo, oculta-se o protecionismo do Estado Europeu a viabilizar (subsídio indireto) tais preços aparentemente subfaturados: para sair do país à bordo destes pacotes, o embarque – já no Brasil – é operacionalizado pelo pool das empresas de lá, em que é vedado às empresas brasileiras a atitude oposta. Hoje, apenas a TAM seria de capital 100% nacional – o que justifica, inclusive os disparates de preços na oferta de bilhetes aéreos, além da metodologia de flutuação cambial que a concorrência de capital transnacional aplica, adapatada à oferta dos bilhetes aéreos.

14Cortaram minhas mãos – N’outra metáfora (mãos = operacionalização), abordamos a desregula-mentação, agora na questão governamental (vejam bem, não usei estatal) e trabalhista (mais recentemente, a desobrigatoriedade de diploma para o exercício do Jornalismo, que ‘desceu a cortina deferro’ sobre tradicionais cursos superiores da atividade jornalística), desamparando todo um universo de profissionais egressos dos inúmeros cursos superiores que passaram a ministrar o Curso Superior de Turismo sem onerar-se dos egressos que despejavam no mercado de trabalho sem que houvesse capacidade de absorção dos mesmos. Resultado: chegaram a existir quase 600 (seiscentos) Cursos Superiores de Turismo em todo o Brasil, que hoje não passam de duas centenas, reduzindo este impacto negativo à imagem já depauperada das condições laborais e inclusivas (tanto em âmbito empregatício, como no âmbito empreendedor) oferecidas pelo atual status quo da atividade turística vigente no Brasil, que ainda negligencia a questão de adequação, definição e correta aplicação dos conceitos de importação e exportação turísticas – conceitos, estes, que subvertem a lógica econômica tal como conhecemos, o que torna dificultosa a sua compreensão e conseqüente aplicabilidade corretamente, perceptível quando notamos que a vertente política vigente desde os anos neo-democráticos (a partir da eleição indireta de Tancredo Neves, em 1985 – só para contraria o DIRETAS JÁ, de 1984) é de ordem GOVERNISTA (norteada pela atual gestão, que pensa na próxima eleição – em detrimento de vislumbrar a próxima geração) quando desejava-se que fosse ESTADISTA (esta, sim, que visualiza a próxima geração).

15Cortaram minhas pernas – por metáfora final (pernas = transportes/logísticas terrestres), a implosão de túneis ferroviários no Brasil, nos anos 1960, e o despropósito da implantação de vias férreas de bitolas com padrões diferentes entre si, nas décadas de 1870-1880, forçando o sistema a integrar-se por baldeação em detrimento de fazê-lo por unicidade viacional e vicinal no âmbito das rotas – para atermo-nos apenas à questão das ferrovias, aliado ao estado de conservação de nossas estradas, então, aí é que chegamos à amputação logística do Brasil Desregulado (de fiscalização incipiente): a falta de controle adequado sobre a capacidade de carga de nossas rodovias (em que o termos “rodovias” remete não só à qualidade da pavimentação, mas também à qualidade dos veículos que nela trafegam, em que o excesso de carga reflete-se na mecância dos veículos e ecoa na pavimentação) desenha o quadro que aí está: logística frágil e prejudiciosa à economia nacional, gerando bilhões de reais em prejuízos, anualmente.

Como vemos, o alcance profético desta letra musical agora faz-se míster, em que contempla – até mesmo – os mais descrentes em nosso potencial turístico (a começar pela própria academia do Turismo, pela postura política e daí em diante): do 22º ao 31º verso, ouve-se:

22Quando querem transformar 23Dignidade em doença
24Quando querem transformar 25Inteligência em traição
26Quando querem transformar 27Estupidez em recompensa
28Quando querem transformar 29Esperança em maldição:
30É o bem contra o mal 31E você? De que lado está?

Querem recado mais claro que este?

Saindo da profecia de Renato Russo, se formos pensar em numerologia, trata-se de um “cinco” (02/10/2009  2+1+0+2+0+0+9 = 14  1+4 = 5): a ponta do vértice de Pitágoras, o meio, o centro, o ponto de partida irradiador de uma nova era, de onde olha-se para trás e para adiante, em que lançamos um olhar de avaliação e aprendizagem ao passado no intuito da projeção e viabilidade do futuro que queremos para nosso país, dado que não pode ter futuro quem negligencia seu presente e renega seu passado.

Espera-se que, na aurora desta ERA DE OURO DO TURISMO NACIONAL vindoura, algo ocorra neste âmbito...

MURILO ALEXANDRE EIDT
– Bacharel em Turismo
– Presidente Nacional do Sindicato Nacional dos Bacharéis em Turismo &
Hotelaria e Profissionais do Turismo
sindicaturismo@terra.com.br
(11) 76.41.21.97